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Sites & Cia O complexo de escritórios que abrigará a nova sede administrativa da Petrobras, envolvido em polêmica em 2009, acaba de passar por uma bem-sucedida operação financeira. Foram vendidos papéis, no valor de R$ 524,5 milhões, que antecipam à WTorre, dona do empreendimento, a receita de aluguel que a estatal pagará.
A WTorre está erguendo um complexo sob medida para a estatal, que fez um contrato para ser inquilina por 17 anos, a partir da entrega (o que está previsto para o fim de 2011). Para custear o empreendimento, a construtora decidiu se financiar no mercado. Contratou a RB Capital para emitir Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs), papéis que têm como lastro o próprio prédio e o aluguel que a Petrobras vai pagar. Os CRIs foram 100% vendidos ao banco Itaú BBA, em uma operação liquidada em 30 de junho. O dinheiro, dado à WTorre, vai integralmente financiar a construção. Pelo montante recebido à vista, a WTorre dará ao Itaú BBA um rendimento nos papéis de TR mais juros, compondo uma taxa maior do que a paga pela poupança. O Itaú BBA informou que estruturou a operação e comprou os papéis para sua própria carteira.
A polêmica não afugentou os investidores. Em dezembro, a obra chegou a ser embargada. Havia a suspeita de que a construção do complexo, que fica na quadra formada pelas ruas Henrique Valadares, Inválidos, Senado e Dídimo, teria causado abalos e rachaduras em prédios vizinhos. Hoje, a obra está andando.
Segundo Marcelo Michaluá, sócio-diretor da RB Capital, a operação é parruda e emblemática, pois é uma nova forma de financiamento de projetos. Ele afirma que foi a segunda maior emissão de CRIs do país. Mas a primeira, há alguns anos, que beirou R$ 1 bilhão, foi de outra natureza, pois o tomador e o investidor foram o mesmo grupo - o Pão de Açúcar. A compra de CRIs, que são renda fixa, pode ainda ser a base para bancos investidores emitirem LCIs, papéis muito demandados por pessoas físicas, acredita Michaluá.
Fonte: O Globo
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